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Ensinando e aprendendo a língua inglesa como língua estrangeira e linguística.

domingo, 31 de outubro de 2021

WHY LITERATURE FOR FIRST GRADERS?

 


Language does not occur in an empty space, language is the group of  signs which try to weave the tapestry of things which would remain unsaid or unamed. These things, unsaid or unamed, exist and nobody knows exactly what they are and what they are made of, but language, with its material signifiers, is always ready to signify them.

By signifying we meet life in a less instinctive way and more cognitive way, we manage to build up a concrete life where we can live and die with more dignity.

Language exists in each thread of the weaving process, one which is never finished.

Literature is one kind of tapestry, one able to offer us safe ground and endless sky, one which gives us wings to fly and shoes to step on sharp stones, one which helps us not to feel alone.

When in a foreign language class, literature plays a big role, since it brings the foreign worlds and their words to us, inviting us to be part of its context, for we may lack its expressions but not its dreams, fears and hopes.

Literature, especially for children, is full of magic, unknown things and mystery, it is a wonderful tapestry for the learners to play with and feel inspired to get their own threads and start spinning their own wheel, this time in another language.



quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Back to the blog

 Voltei a escrever neste blog, agorinha, dia 16 de dezembro de 2020. Li os textos que fiz nos anos anteriores, quando criei o blog. Li com certa curiosidade e apreensão: o que será que eu havia escrito e não me lembrava mais? Será que eu iria concordar com meus textos, de 2015, em 2020?

hahaha....sinto todos eles de forma muito similar, ainda. Diria que....igual. 

Agora, meu intuito é usar o blog com alunos.

Sejam bem vindos aqueles que quiserem!


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015










Professores de língua, com formação acadêmica na área, exatamente como é meu caso, não raramente sentem-se muito mal "rotulados" (dentro dos estreitos e curtos limites em que rótulos são úteis).

Quem é professor de língua, tanto faz se língua materna, estrangeira, segunda ou terceira, é visto, em geral, como um "técnico do falar e escrever corretamente dentro de um conjunto de agrupamento de sons e agrupamento de letras, chamado língua."

Acontece que ser graduado em uma língua e ser professor de uma língua representa um campo de idéias e ações que começa antes da língua em si, passa por ela não apenas no seus aspectos formais e vai além dela, incluindo aspectos sociais, históricos, psicológicos e pedagógicos.

Quem se atreveu a cursar uma faculdade de letras por gostar do assunto, mesmo sabendo que o horizonte no mercado de trabalho não reservava cargos de alta hierarquia, excelentes compensações monetárias e de status, é alguém que sente na língua, de forma imediata, a linguagem e na linguagem uma porta entreaberta para entender pessoas, comunidades, o pensar, o aprender e o ensinar. 

O curso de graduação em letras, em qualquer instituição séria e comprometida com o saber acadêmico, engloba estudo de norma culta e norma popular da língua, aquisição e aprendizado de língua, contexto histórico cultural onde a língua surge e acontece, língua e fronteiras políticas, abordagens e metodologias de ensino e formas de avaliação, entre outros aspectos. Portanto, há um saber linguístico, psicológico, pedagógico, histórico, social e político no curso de letras.

O professor de língua, graduado em uma instituição séria, não é apenas um "técnico das letras e dos sons que elas representam". Ser um professor envolve muito mais do que saber uma língua, é preciso saber o que envolve conhecer uma língua, estar em uma língua, aprender uma língua. O bom professor de língua conhece Vygotsky, Piaget, Montessori, como perspectivas da produção de conhecimento, elaboradas por esses autores.

O bom professor de língua não carrega preconceito linguístico nem mitos sobre as línguas. O bom professor de língua sabe que há muito mais criação de sentido entre as linhas do que em cada uma delas, de forma isolada e sabe, também, que as línguas, tomadas em conjunto, dizem mais do que cada uma isoladamente.

Por isso tudo, entre outras coisas, o bom professor de língua sabe que erro e acerto caminham sempre juntos e o desenvolvimento de um trabalho de aprendizado não ocorre em um semestre, ou em um ano, é o conjunto de ações realizadas na soma dos períodos letivos com os períodos não letivos que cria a possibilidade de aprendizado e sua repetição no tempo e no espaço é o que possibilita que mais aprendizado aconteça.

O bom professor de língua sabe que aprender é afetar e só se aprende quando se é afetado, ou seja, pelo afeto.

O bom professor de língua é, antes de tudo, um possível agente de afeto na sua área.

Professor de línguas, aprender e ensinar, a quem possa interessar











Professores de língua, com formação acadêmica na área, exatamente como é meu caso, não raramente sentem-se muito mal "rotulados" (dentro dos estreitos e curtos limites em que rótulos são úteis).

Quem é professor de língua, tanto faz se língua materna, estrangeira, segunda ou terceira, é visto, em geral, como um "técnico do falar e escrever corretamente dentro de um conjunto de agrupamento de sons e agrupamento de letras, chamado língua."

Acontece que ser graduado em uma língua e ser professor de uma língua representa um campo de idéias e ações que começa antes da língua em si, passa por ela não apenas no seus aspectos formais e vai além dela, incluindo aspectos sociais, históricos, psicológicos e pedagógicos.

Quem se atreveu a cursar uma faculdade de letras por gostar do assunto, mesmo sabendo que o horizonte no mercado de trabalho não reservava cargos de alta hierarquia, excelentes compensações monetárias e de status, é alguém que sente na língua, de forma imediata, a linguagem e na linguagem uma porta entreaberta para entender pessoas, comunidades, o pensar, o aprender e o ensinar. 

O curso de graduação em letras, em qualquer instituição séria e comprometida com o saber acadêmico, engloba estudo de norma culta e norma popular da língua, aquisição e aprendizado de língua, contexto histórico cultural onde a língua surge e acontece, língua e fronteiras políticas, abordagens e metodologias de ensino e formas de avaliação, entre outros aspectos. Portanto, há um saber linguístico, psicológico, pedagógico, histórico, social e político no curso de letras.

O professor de língua, graduado em uma instituição séria, não é apenas um "técnico das letras e dos sons que elas representam". Ser um professor envolve muito mais do que saber uma língua, é preciso saber o que envolve conhecer uma língua, estar em uma língua, aprender uma língua. O bom professor de língua conhece Vygotsky, Piaget, Montessori, como perspectivas da produção de conhecimento, elaboradas por esses autores.

O bom professor de língua não carrega preconceito linguístico nem mitos sobre as línguas. O bom professor de língua sabe que há muito mais criação de sentido entre as linhas do que em cada uma delas, de forma isolada e sabe, também, que as línguas, tomadas em conjunto, dizem mais do que cada uma isoladamente.

Por isso tudo, entre outras coisas, o bom professor de língua sabe que erro e acerto caminham sempre juntos e o desenvolvimento de um trabalho de aprendizado não ocorre em um semestre, ou em um ano, é o conjunto de ações realizadas na soma dos períodos letivos com os períodos não letivos que cria a possibilidade de aprendizado e sua repetição no tempo e no espaço é o que possibilita que mais aprendizado aconteça.

O bom professor de língua sabe que aprender é afetar e só se aprende quando se é afetado, ou seja, pelo afeto.

O bom professor de língua é, antes de tudo, um possível agente de afeto na sua área.







quarta-feira, 20 de maio de 2015

"Lingua, sem gelo e sem açúcar, por favor"





                            
Há uns dias atrás eu fui a um pequeno mercado, desses que estão no bairro há anos e não são super, são os normais, como nós, os moradores. Fui até o mercado comprar nem lembro mais o que, uma latinha ou garrafa de algo. Importante dizer que o mercado fica num bairro de São Paulo que, apesar de estar na zona leste (popularmente sinônimo de periferia, para os paulistanos), não é periferia, nem de leve, eu diria.

Tatuapé é um bairro recheado de prédios novos de alto padrão, tem duas estações de metrô, três shopping centers, mais de quatro colégios particulares de prestígio e um abundante comércio local, onde figuram, pomposamente, lojas de carros importados e restaurantes variados com serviço à la carte. Os residentes são ou antigos moradores, descendentes de portugueses e espanhóis em sua maioria, ou os “novos ricos”. O índice de renda per capita no pedaço que se estende da marginal Tietê ao norte, até a avenida Regente Feijó, ao sul e da avenida Salim Farah Maluf a oeste até a Avenida Aricanduva, a leste, deve ser alto.

Há, é claro, alguma divisão interna dentro do bairro, como há na maioria dos bairros paulistanos. Assim, a região que beira a marginal Tietê ostenta menos riqueza do que a região que beira a avenida Regente Feijó, conhecida como Jardim Anália Franco. Igualmente, a região que beira a avenida Salim Farah Maluf é mais residencial e mais urbanizada do que a região que beira a Avenida Aricanduva. 

Mas, o que interessa é que o mercadinho, opa, o mercado em que eu fui adquirir meu produto fica na parte sul da região central do bairro, há algumas quadras do prestigioso Jardim Anália Franco. Região majoritariamente residencial, arborizada, com praças e prédios novos que guardam apartamentos de 1 por andar com 4 suítes e, claro, terraço gourmet.

Dado o contexto espacial, social e econômico, será mais fácil desenrolar o que deve seguir. Ao encaminhar-me ao caixa para pagar meu produto, um dos funcionários do local me acompanhou, levando a garrafa pesada e, ao chegar ao caixa, depositou a garrafa na esteira rolante. Eu agradeci a gentileza com um “muito obrigada” e ele respondeu “Thank you”.

A cliente que já se encontrava pagando as compras, na minha frente, esboçou um sorriso, olhou o rapaz, olhou para mim, olhou para a funcionária do caixa e exclamou em alto e feliz tom: “que chique”.

E agora eu pergunto: “o que fazer diante dessa afirmação?” Diante do silêncio da tela do computador, que só gosta de fazer eco ao silêncio que outros me impõe, eu mesma respondo: “Nada, aprecie a paisagem com moderação”


Foi o que fiz, apreciei a paisagem e sorri, porque, afinal de contas, a cliente estava tentando elogiar o funcionário. Mesmo que o caminho para o inferno seja, talvez, asfaltado com boas intenções, não era o caso, alí, naquele momento. Acreditei que o elogio valia ser endossado e calei, sorri, apreciei com moderação.

Vamos lá, por partes. Para quem conhece o código da língua inglesa, sabe que uma das possíveis réplicas ao “muito obrigado”, em inglês “thank you”, seria o “you are welcome”. Portanto, se a intenção dele era produzir uma réplica, deveria ter dito “you are welcome” ou alguma outra frase que equivale a essa no contexto (not at all, don´t mention it...) Caso ele quisesse apenas enfatizar que eu é que estava fazendo um favor a ele (o que eu não acredito que tenha sido), ele poderia ter dito “thank you”, com tonacidade no “you”, algo que ele não fez. Isso confere, meus colegas de profissão?  Sim, confere, eu sei. Seguindo adiante....

O que realmente me chamou a atenção no episódio não foi o “thank you” do funcionário, mas o “que chique” da cliente. De uma tacada só e com apenas duas palavras, ela acertou no alvo do problema que ronda a língua inglesa neste lindo país ensolarado, ao sul do equador.

Falar inglês é chique. Mesmo que moremos no Tatuapé, mesmo que estejamos em 2015. Ou seja, falar inglês continua sendo chique e continua sendo uma mágica. Falar inglês é ter um poder que emana beleza, sofisticação. Posso ser sincera? Eu não esperava por essa alí, no Tatuapé. Não esperava por essa reação de admiração e respeito a um pequeno enunciado feito em inglês e, ainda por cima, de forma equivocada.

A língua inglesa, vista assim, é um sintoma. Sintoma de que os brasileiros não aprendem inglês na escola, apesar da obrigatoriedade da disciplina na grade curricular do ensino básico. Sintoma de que os brasileiros não aprendem inglês nem mesmo nas inúmeras escolas de idiomas que se espalham por bairros endinheirados, como o Tatuapé, tal qual uma virose. Sintoma de que a língua inglesa carrega essa marca de poder e beleza, como se fosse uma língua apenas de nobres, ricos e poderosos. Sintoma de que falar inglês no Brasil é chique justamente porque soa como um código que a maioria não decifra e entende como uma “sabedoria a mais”. Sintoma de que a língua carrega mais do que diz, pode mais do que se supõe. Sintoma claríssimo de que inglês, no Brasil, é língua estrangeira e não segunda língua, como quer a propaganda das várias escolinhas bilíngues que pipocam em São Paulo, inclusive, no Tatuapé.

Sabemos, quero dizer, sabem aqueles que vêem a língua, qualquer que seja ela, para além do simples código verbal, que todas as línguas manifestam sempre sintomas, na criação de efeitos de sentidos entre os falantes e ouvintes da língua. Não há neutralidade na língua. Mas, no caso do inglês, no Brasil, parece haver um excesso de sintomas...

Como professora de inglês, a língua inglesa como um grupo de sintomas tão forte me deixa triste. Tenho vontade de ir ao bar e pedir ao garçom, além de seus ouvidos, “inglês, por favor, sem gelo e sem açúcar.”


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domingo, 26 de outubro de 2014

Caderno de empregos



Tem chamado minha atenção o seguinte anúncio "professor bilíngue" em anúncios para professor de ensino fundamental 1, publicados em jornais de São Paulo.


Muito engraçado isso, muitas vezes o título é apenas "professor bilíngue" e só quando a gente entra no texto do anúncio, podemos perceber que, na verdade, quem é procurado é um professor de ensino fundamental, aquele profissional que ajuda a criança, entre outras coisas, a alfabetizar-se.

Sempre achei que o professor de fundamental 1 ou, o professor "da sala", como muitos diziam, merecia mais salário, mais benefícios, mais cuidado até mesmo no processo de seleção.

O professor que "pega pela mão" o aluno e o acompanha na questão do letramento me parece tão importante quanto um médico e até mais importante do que um advogado.

Cabe a esse professor ser o anfitrião na festa das letrinhas e assim como um anfitrião de festa, muitos dos convidados sentirão mais ou menos conforto na festa, a partir do acolhimento dele.

Alfabetização é um processo que desenvolverá uma habilidade da qual outras tantas serão derivadas e da qual outras tantas serão dependentes.

Inventar-se nas letras, assim como na música ou no esporte, requer tempo e tato. Muita gente acaba distante de um campo de existência de uma identidade, de um lugar para vir a ser, apenas porque não se sentiu a vontade, logo na entrada da festa.

E mesmo para quem se sente bem, é preciso que o anfitrião se apresente e mostre que a festa poderá ser bem aproveitada se o convidado, antes de lançar-se, observe os espaços existentes.

Então, o professor de fundamental 1 é alguém que eu sempre respeitei e sempre achei que deveria ser mais respeitado na sociedade. Esse professor sempre me pareceu o mais exigido e, injustamente, um dos menos bem pagos.

Esse professor deve ser muito bem preparado, pois vai lidar com crianças, vai supervisionar pessoas em um ambiente onde até mesmo uma borracha pode machucar alguém... e vai explicar, animar, orientar e, sim, tomar conta de crianças....filhos de outros! Trabalho sem fim!

Além de conhecer a fundo teorias de pedagogia e algumas de psicologia, esse professor precisará ser criativo e paciente. Esse professor vai dar aula de matemática, geografia, ciências e vai ajudar os alunos no letramento.

Então, muito me surpreende que se esteja exigindo, atualmente, uma outra habilidade desse professor: comunicar-se em uma língua estrangeira. É curioso que ninguém pare para questionar como esse profissional, que já tem tantas qualificações e tarefas, seria fluente em uma língua estrangeira a ponto de trabalhar as competências do ensino fundamental nessa língua e, não menos curioso, por quê ele deveria ser assim fluente na língua inglesa, no contexto do Brasil.

Nem vou entrar no mérito da língua estrangeira em si e do trabalho que dá tornar-se fluente (de verdade) em qualquer uma delas, enquanto se vive e se estuda no Brasil. Meu foco aqui é o professor de fundamental, que vem sendo chamado por anúncios de emprego de "professor bilíngue".

Isso não me parece fazer sentido e acho que não deveria mesmo fazer. Nem sei se isso é, na maioria dos casos, possível. Na minha humilde prática de trabalho, suspeito que não seja possível mesmo, pelo menos em um curto espaço de tempo....




terça-feira, 21 de outubro de 2014








Um pouquinho sobre a origem do Halloween .....adaptado, resumido, ilustrado e... confuso, claro, como tudo o que vem se desenrolando na linha do tempo, inclusive nós.

Snap-Apple Night - quadro pintado por Daniel Maclise (Irlandês)  em 1833, após participar de um evento de Halloween.


As mais remotas origens do Halloween  encontram-se na festa de Samhain, o deus da morte do povo Celta.

Os Celtas viveram há muitos anos atrás, na região onde é hoje a Irlanda, o Reino Unido e o norte da França, além de outras partes da atual Europa, muito antes do império romano dominar a região. 

Tribos celtas



Eles celebravam o ano novo em uma data que seria, nos dias de hoje, em torno do dia 1º de novembro, data que marcava o fim do verão e da colheita e o início do inverno rigoroso, época do ano associada à morte.

Os Celtas acreditavam que na noite anterior ao início do ano, a fronteira entre o mundo dos mortos e o mundo dos vivos se tornava menos demarcada. Os Druidas, ou religiosos Celtas, acreditavam ter o poder de fazer previsões para seu povo nessa noite. Para um povo inteiramente dependente de e suscetível às condições da natureza, essas previsões poderiam representar certo conforto e segurança.

Durante a celebração da última noite do ano, os celtas reuniam-se em torno de fogueiras, usando fantasias feitas com cabeça e pele de animais e tentavam fazer previsões entre eles.

No ano 43 antes de Cristo, os Romanos conquistaram a maior parte do território Celta. Durante os 400 anos de domínio romano sobre as terras dos Celtas, duas festas romanas acabaram misturando-se a celebração Celta de Samhain, comemorada no que seria o atual dia 31 de outubro.

A primeira festa era Feralia, no fim de outubro, em que se comemorava a passagem dos mortos desta para outra vida. A segunda festa era a homenagem a Pomona, a deusa romana das frutas e das árvores.

Pomona



Dessa forma, duas festas parecidas, acrescidas de uma terceira, cuja homenagem se fazia a uma deusa de frutas e árvores, portanto de vida e prosperidade, passaram a ser celebradas quase que simultaneamente.

Quando o papa Bonifácio IV , no século XVII, designa o dia 1º de novembro como o dia de todos os Santos (All Saints´Day), uma quarta celebração soma-se as três anteriores, na região da Irlanda, Reino Unido e norte da França. Esse dia também era chamado de All-Hallows Day (Hallowed - muito respeitado) ou Hallowmas e a noite anterior passou a ser chamada de All –Hallows Eve, tornando-se Halloween posteriormente.

Papa Bonifácio IV


A festa cuja origem mais remota encontra-se nos Celtas, passa a ser chamada de Halloween, mantendo as características de rememoração aos mortos, com estórias de fantasmas.

No ano 1000 da era cristã, a igreja criou o dia de todas as almas ou dia de todos os mortos (All Souls´Day), no calendário cristão o dia 2 de novembro. No início, esse dia tinha uma celebração parecida à dos Celtas, do dia 31 de outubro. As pessoas vestiam fantasias de santos, anjos e demônios.

Essas três celebrações, o dia de todos os santos, a noite de todos os santos e o dia de todas as almas eram chamados de Hallowmas.

Apple bobbing - esboço feito por Daniel Maclise para seu quadro Snap-Apple Night.


A tradição do “trick or treat”, conhecida no Brasil como “gostosuras ou travessuras” é fruto de uma invenção nos Estados Unidos para que as crianças brincassem no dia 31 de outubro. Mas, muito antes da tradição americana contagiar os outros países falantes da língua inglesa, crianças, adolescentes e adultos já brincavam no Halloween, fantasiando-se e interagindo com vizinhos, na Irlanda e no Reino Unido.

Bem antes dos doces e das "pegadinhas" das crianças,  as brincadeiras giravam em torno de adivinhações e jogos com maças. Snap-apple era uma brincadeira em que maças eram penduradas em barbantes amarrados em cabos de vassoura. Enquanto alguém segurava o cabo da vassoura, os participantes tentavam dar uma dentada/mordida (snap) na maça, sem a ajuda das mãos, que estavam amarradas. A noite do Halloween, por um bom período, era conhecida como "Snap-apple night". 



Apple bobbing é uma variação da mesma brincadeira, só que as maçãs ficam numa bacia com água, enquanto os participantes debruçam-se sobre a bacia, sacudindo a cabeça (bobing) para tentar alcançar a maçã e morde-la, sem ajuda das mãos. Os participantes, adultos, que faziam as brincadeiras, acreditavam que quem conseguisse morder as maçãs, casaria e quem não conseguisse, não casaria, daí a adivinhação do jogo. Evidentemente, era uma tradição de uma época bem distante da atual....





(adaptado de www.history.com, http://video.about.com/familyfitness/How-to-Play-Snap-Apple.htm e outras fontes variadas, entre revistas e livros de história)