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Ensinando e aprendendo a língua inglesa como língua estrangeira e linguística.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015










Professores de língua, com formação acadêmica na área, exatamente como é meu caso, não raramente sentem-se muito mal "rotulados" (dentro dos estreitos e curtos limites em que rótulos são úteis).

Quem é professor de língua, tanto faz se língua materna, estrangeira, segunda ou terceira, é visto, em geral, como um "técnico do falar e escrever corretamente dentro de um conjunto de agrupamento de sons e agrupamento de letras, chamado língua."

Acontece que ser graduado em uma língua e ser professor de uma língua representa um campo de idéias e ações que começa antes da língua em si, passa por ela não apenas no seus aspectos formais e vai além dela, incluindo aspectos sociais, históricos, psicológicos e pedagógicos.

Quem se atreveu a cursar uma faculdade de letras por gostar do assunto, mesmo sabendo que o horizonte no mercado de trabalho não reservava cargos de alta hierarquia, excelentes compensações monetárias e de status, é alguém que sente na língua, de forma imediata, a linguagem e na linguagem uma porta entreaberta para entender pessoas, comunidades, o pensar, o aprender e o ensinar. 

O curso de graduação em letras, em qualquer instituição séria e comprometida com o saber acadêmico, engloba estudo de norma culta e norma popular da língua, aquisição e aprendizado de língua, contexto histórico cultural onde a língua surge e acontece, língua e fronteiras políticas, abordagens e metodologias de ensino e formas de avaliação, entre outros aspectos. Portanto, há um saber linguístico, psicológico, pedagógico, histórico, social e político no curso de letras.

O professor de língua, graduado em uma instituição séria, não é apenas um "técnico das letras e dos sons que elas representam". Ser um professor envolve muito mais do que saber uma língua, é preciso saber o que envolve conhecer uma língua, estar em uma língua, aprender uma língua. O bom professor de língua conhece Vygotsky, Piaget, Montessori, como perspectivas da produção de conhecimento, elaboradas por esses autores.

O bom professor de língua não carrega preconceito linguístico nem mitos sobre as línguas. O bom professor de língua sabe que há muito mais criação de sentido entre as linhas do que em cada uma delas, de forma isolada e sabe, também, que as línguas, tomadas em conjunto, dizem mais do que cada uma isoladamente.

Por isso tudo, entre outras coisas, o bom professor de língua sabe que erro e acerto caminham sempre juntos e o desenvolvimento de um trabalho de aprendizado não ocorre em um semestre, ou em um ano, é o conjunto de ações realizadas na soma dos períodos letivos com os períodos não letivos que cria a possibilidade de aprendizado e sua repetição no tempo e no espaço é o que possibilita que mais aprendizado aconteça.

O bom professor de língua sabe que aprender é afetar e só se aprende quando se é afetado, ou seja, pelo afeto.

O bom professor de língua é, antes de tudo, um possível agente de afeto na sua área.

Professor de línguas, aprender e ensinar, a quem possa interessar











Professores de língua, com formação acadêmica na área, exatamente como é meu caso, não raramente sentem-se muito mal "rotulados" (dentro dos estreitos e curtos limites em que rótulos são úteis).

Quem é professor de língua, tanto faz se língua materna, estrangeira, segunda ou terceira, é visto, em geral, como um "técnico do falar e escrever corretamente dentro de um conjunto de agrupamento de sons e agrupamento de letras, chamado língua."

Acontece que ser graduado em uma língua e ser professor de uma língua representa um campo de idéias e ações que começa antes da língua em si, passa por ela não apenas no seus aspectos formais e vai além dela, incluindo aspectos sociais, históricos, psicológicos e pedagógicos.

Quem se atreveu a cursar uma faculdade de letras por gostar do assunto, mesmo sabendo que o horizonte no mercado de trabalho não reservava cargos de alta hierarquia, excelentes compensações monetárias e de status, é alguém que sente na língua, de forma imediata, a linguagem e na linguagem uma porta entreaberta para entender pessoas, comunidades, o pensar, o aprender e o ensinar. 

O curso de graduação em letras, em qualquer instituição séria e comprometida com o saber acadêmico, engloba estudo de norma culta e norma popular da língua, aquisição e aprendizado de língua, contexto histórico cultural onde a língua surge e acontece, língua e fronteiras políticas, abordagens e metodologias de ensino e formas de avaliação, entre outros aspectos. Portanto, há um saber linguístico, psicológico, pedagógico, histórico, social e político no curso de letras.

O professor de língua, graduado em uma instituição séria, não é apenas um "técnico das letras e dos sons que elas representam". Ser um professor envolve muito mais do que saber uma língua, é preciso saber o que envolve conhecer uma língua, estar em uma língua, aprender uma língua. O bom professor de língua conhece Vygotsky, Piaget, Montessori, como perspectivas da produção de conhecimento, elaboradas por esses autores.

O bom professor de língua não carrega preconceito linguístico nem mitos sobre as línguas. O bom professor de língua sabe que há muito mais criação de sentido entre as linhas do que em cada uma delas, de forma isolada e sabe, também, que as línguas, tomadas em conjunto, dizem mais do que cada uma isoladamente.

Por isso tudo, entre outras coisas, o bom professor de língua sabe que erro e acerto caminham sempre juntos e o desenvolvimento de um trabalho de aprendizado não ocorre em um semestre, ou em um ano, é o conjunto de ações realizadas na soma dos períodos letivos com os períodos não letivos que cria a possibilidade de aprendizado e sua repetição no tempo e no espaço é o que possibilita que mais aprendizado aconteça.

O bom professor de língua sabe que aprender é afetar e só se aprende quando se é afetado, ou seja, pelo afeto.

O bom professor de língua é, antes de tudo, um possível agente de afeto na sua área.