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Ensinando e aprendendo a língua inglesa como língua estrangeira e linguística.

domingo, 24 de agosto de 2014




VÁRIAS LÍNGUAS, VÁRIAS ÁRVORES .....Várias línguas, várias árvores.......várias línguas, várias árvores......


Bilinguismo.... A gente repara no aumento do número de pré escolas "bilingues", na cidade de São Paulo.
É uma tendência de mercado bem marcante atualmente, na área da educação básica.

Por escolas "bilingues", deve ser entendido, na grande maioria das vezes, escolas "portugues - ingles, ingles-portugues". Trocando em miúdos: escolas onde a criança aprende o inglês desde a mais tenra idade, através da interação verbal feita nessa lingua, no período em que ela permanecer do lado de dentro de seus portões.

Pais e mães, em geral, apreciam muito a idéia de que seus filhos falarão a língua inglesa desde pequeninos, por conta do trabalho realizado dentro do estabelecimento de ensino onde matricularam seus rebentos. Muitos desses pais e mães trabalham em ambientes corporativos onde o inglês é a materialidade linguística através da qual a empresa se comunica com a matriz e outras filiais ou onde essa língua é a passarela onde jargões de venda e compra devem deslizar, até que os números de venda alcancem as metas desejadas.

Há cerca de 50 anos atrás, havia menos de 10 escolas bilíngues em São Paulo e elas eram, geralmente, instituições de ensino para filhos e filhas de pais expatriados. Nessas escolas, o idioma materno dos alunos era o mais utilizado na escola e não apenas isso, o conteúdo programático das escolas e a formatação dele eram desenhados dentro dos padrões seguidos nos países de origem dos alunos. Havia uma verdadeira "importação" de uma escola americana, suiça ou alemã para o Brasil. Mas, é claro, a língua portuguesa estava por alí, pois a escola estava no Brasil. De toda forma, o que imperava como materialidade linguística e contexto socio cultural dentro da escola era o que o aluno já tinha tido no seu país de origem ou de origem de seus pais.

Hoje esse contexto é diferente. Globalização é a palavra chave e com ela, uma mescla de conceitos, contextos e materialidades linguísticas. As escolas bilíngues parecem ser um projeto educacional alinhado com o conceito de globalização, quer dizer, globalização onde a língua é o inglês. Sim, globalização onde há uma língua internacional que globaliza os cidadãos: o inglês.

Será que é assim mesmo? Não sei...e olha que sou professora de inglês....

Mas eu gosto de história, sabe, e tenho essa tendência a observar a língua dentro de um contexto temporal e não atemporal e um contexto espacial e não pairando no ar...o resultado é que eu vejo a língua inglesa como apenas uma língua, com sua própria história e seus próprios contextos, casos e acontecimentos, características e peculiaridades. Inglês está uma "língua franca" e mesmo assim há lugares em que ela não está língua e nem franca....

Francamente....do you take for granted that rapadura é mole? Não, rapadura é doce, mas não é mole não.

Tradução: você acha que rapadura é mole? No, rapadura is sweet, but it is not soft, no..............

E a piada ficou no meio....porque no meio do caminho tem sempre uma pedra....e a pedra faz a gente criar um novo caminho.....

M.J.










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